Divisão!

Eu nunca imaginei que passaria por tal situação.
Qual não tenho vontade de nada, apenas sinto amor por algo... Que mal conheço.
E que talvez eu nem seja se é amor. Eu simplesmente não sei de nada.

Tenho vontade de te esperar, a vida toda. De tentar imaginar que tenhamos uma vida boa, tranquila, e que cantaremos Beatles e Who até o amanhecer em uma casinha pacata, em algum lugar próximo dos nossos trabalhos.

Mas por um lado, tenho vontade de seguir. Alguém me espera do outro lado. Alguém que tem a vontade de me esperar, a vida toda. De olhar o portar retrato que presenteei de aniversário e imaginar uma vida boa, tranquila, longe de apartamentos, onde cantaremos qualquer música que seja feliz e que fale de coisas boas.

Mas quem pra me afastar da depressão e da solidão que sinto de mim mesma?
Quem, a não ser eu mesma, pra descobrir o real sentido do "o que eu estou fazendo neste mundo".

Estou numa divisão que eu mesma criei.
Entre dois amores. Entre o claro e o escuro. Entre a vida e a morte.
Minha alma é uma peça barroca. Depressiva e cheia de metáforas. Cheia de informações. Confusa.

Esta, por enquanto, é minha única conclusão!

Ainda está no meu porta-retrato, mas...

Eu adoro ver, de longe e sem óculos, a foto que você esta do meu lado. Pra enxergar embaçado, não conseguir te identificar direito e me sentir satisfeita por esta ser a realidade!

Sexta-feira, à noite, é isso!

Você resolveu não ir à aula e avisou aquele colega da faculdade gato e lindo e charmoso e inteligente...

Que te responde: "Fica tranquila, a aula está parada, nada de novo"
Você, lendo e pensando: "Por que catso não está a toa aqui comigo, hein?!"

E você reponde: "Se for preciso, em uma urgência, me chama tá?! Eu saio daqui e vou numa boa..."
E pensando: "Me chame, diz que eu sou sua urgência?"

"Amores são sempre possíveis"

Como é bonito de ver a esperança renascer.
E as boas experiências do passado se repetirem...

De um lado, um estudante de Arquitetura e Urbanismo. Charmoso. Cético. Aparentemente quieto. Possui um cabelo invejável, e desejável! De uma postura que me cai o queixo. Um sorriso discreto. Um olhar diferente, diferente por possuir a ironia, bondade e safadeza num par de pupilas.
Seu cabelo... Ahhh esse cabelo ímpar, que me traz lembranças de minha primeira paixão e que me sobe nas veias a vontade de puxar, com carinho, em uma noite de um fim de semana qualquer... Que me faz ter a conclusão de que provavelmente eu tenha fetiche por cabelo, e por olhares.

Do outro, um estudante de Ciência da Computação. Tímido. Familiar. Cristão. Amigável. Um amor de moço, que exatamente por isso me dá uma desconfiança. Com um sorriso mais aberto, um abraço gostoso qual deveria ser lei todos possuírem e retribuírem por aí. De uma atitude que me faz dar vontade de namorar de novo, só pra pagar pra ver que ele vai falar comigo todas as noites antes de dormir, assim como está ocorrendo. Uma voz calma, que transmite paz e alegria... Que me inventa um apelido que há muito tempo eu não ouvia. Que me encanta e faz suspirar.

Ambos de cabeça aberta, dispostos a ouvir e com opiniões aparentemente firmes. Ambos indecisos, que estão cursando uma faculdade pela terceira vez.
O futuro arquiteto com uma visão encantadora sobre o futuro, que dá vontade de caminhar junto. Que me acalentou no caminho para casa, dentro do ônibus, e me fez sentir a chuva mais deliciosa pelo simples fato de compartilhar ideias muito parecidas.
O futuro cientista com um passado amoroso muito parecido com o meu, de forma que entendo toda sua atenção aos amigos e familiares - ele também se iludiu e percebeu que o tesouro está na verdade nessas relações, mais que tudo - e entendo sua vontade de tê-los por perto.  Porém, que dá a impressão de que só daria certo se eu me estabelecesse nessa cidade.

No entanto, sigo tranquila. Sigo sonhando às vezes com essas possibilidades. Suspiro por momentos que ainda não ocorreram. E quer saber? Estou adorando essa sensação. Me sinto viva por ter desejos e também me sentir desejada. Por ter a certeza de que amores são sempre possíveis, como já cantava Moska. Seja hoje, amanhã ou daqui uns anos... Amores são sempre possíveis - Sim!

Pela última vez

Te observei pela última vez.
Procurei saber o que há de novo... Procurei as fotos, os textos, qualquer coisa que pudesse te ligar.

Mas ligar em que? Pra quê?
Mais um dia, acaba sendo o último dia. Pela última vez estou fazendo isso.
Pois não há mais sentido, nem sentimento. Na verdade nem sei mais o que sinto. Nem mesmo o que senti... A memória vai apagando, aos poucos. Só restam as perguntas.

Amanhã será mais um dia. No qual eu irá fazer tudo o que faço, de acordo com a rotina. Talvez venha um intervalo pra procurar mais uma vez algo de você.
E aos poucos, bem aos poucos, tudo vai se desligando, naturalmente, e sendo substituído por outras questões a ligar, outras fotos a ver, outros textos, outros momentos para memorizar.

Pela última vez, todos os dias, até que nem o último se reste!

Suicida-se

Desde muito tempo, já não se lembra quando, sente vontades estranhas.

O ônibus passa a centímentros de distância de seu corpo, enquanto uma voz lhe sussurra: Olhe que oportunidade boa! Continua parado na guia da calçada, ao menos para sentir o vento que a velocidade proporciona, deixando passar.
Mora no sétimo andar, e olhando a janela encara o cachorro no térreo, imaginando seu corpo estirado logo ali, ao lado dele. Uma companhia pós mortem que talvez lhe seguiria para a eternidade.
Olha para objetos pontudos, e do nada e sem razão já devaneia com cortes e perfurações em seu próprio corpo.

É um suicida frustrado. Tentou umas três vezes retirar a propria vida, porém sem sucesso. Foi a corda que não aguentou, a faca que não.cortou... Um suicida desmotivado, que não possui a capacidade para ao menos concluir o ato com primor...

Enquanto isso, planejara em alguns minutos durante seu almoço qual remedio traria o tal efeito deaejado.
No final de semana, tenta prever algum acidente, no qual ele seria o principal atingido.
Embriagado, comenta aos quatro ventos o quão interessante seria o atropelamento de um transeunte pela madrugada.

Não se sabe os motivos por esse desejo. Nem como isso começou. Nem como terminar.
Durante sua vida, continua escutando essas vozes da consciência, e transmitindo-as até o dia em que elas silenciarem, com a provável esperança que ocorra da mesma forma como iniciaram.

Sobre o amor - Profissão

Eu admiro o quanto você ama o que faz...
Tudo, simplesmente, está em segundo, terceiro, quarto plano. Talvez nem a família consiga mudar isso. Você é apaixonado somente pela sua profissão!
Deixa de lado o contato com a mãe, não revela tudo aos pais, pouquíssimo fala com os irmãos.
Até tentou dar carinho ao namoro mas não vingou. Busca, então, carinhos superficiais, sem muito envolvimento emocional pois sabe que não vai conseguir retribuir.
Quando lhe perguntam de algo, seu único assunto é o que você faz, e o que ama. Qualquer outra conversa acaba em poucos minutos, não sabe entreter as pessoas com palavras banais... Alguns lhe vem como metido por demonstrar dessa forma. Outros ainda conseguem identificar esse amor. Mas você mesmo diz que não possui amigos.
Como então, manter algo duradouro? Como pensar em relacionamentos, se em si próprio não há esperança?
Seu trabalho nunca morrerá, jamais sentirá falta... Mas as pessoas ao redor, dessa forma sentirão a sua falta?

Você não se importa! Tem que estudar para aperfeiçoar seu trabalho.

A turbulência de um término

São datas atormentantes.
Dia 3 de dezembro de 2010. Dia 30 de setembro de 1993. Dia 22 de junho de 1994. Dia 26 de dezembro de 2012. Dia 31 de janeiro de 2014. Dia 19 de junho de 2014. Dia 19 de julho de 2014.

São músicas. São lugares. São pessoas. São amigos. São nomes. São planos. São futuros. Redes. Fotos. Palavras... Tudo misto em meu cérebro, aleatoriamente, me atormentando.

Principalmente, são sentimentos.
Paixão e ódio lutam dentro de mim por conquista de espaço. Assim como a indiferença e a esperança. O amor e a amizade.
E o luto. Este comandando tudo!

Me dá a vontade de te xingar. De continuar brigando por tudo que eu li, por tudo de errado que me julgou. Vai ser em vão. Vai se tornar interminável e cansativo. Nenhum dos dois dará o braço a torcer.
Me dá a vontade de te chamar para conversar. Mas a raiva que sinto de tudo que me falou não tornará isso numa paz.
Me dá a vontade de fingir ser outra pessoa, para descobrir realmente o que você pensa sobre tudo isso. Você não é mais o mesmo, isso é evidente. Mas o que te tornou assim? Por que está assim?
Me dá a vontade de poder revisar o passado. Ver, em todos os lados, tudo que pensávamos um do outro e como isso se modificou com o tempo.

Por que tão contraditório? Por que o ciúme? E a falta de sentimento? E as acusações?
Por que acabar nisso?

Por que é tão difícil esquecer?
Por que me atormentar, todos os dias?
E até quando essas perguntas vão me incomodar?

Sigo com uma certa prepotência. Digo aos quatro ventos: AINDA BEM que não preciso de ninguém para sobreviver!
Essas horas, não há como não ser. O egoísmo também vem à tona. É hora de eu ME cuidar, esquecer o resto - Até mesmo o futuro. O futuro, que de uma forma fora planejado com um coadjuvante agora só restou a protagonista. O futuro que terá de ser replanejado depois que eu recuperar meu chão.
O passado, que antes fazia parte do combustível da saudade se tornou um empecilho para seguir em frente.
E vou agradecendo todas os dias por acordar VIVA após mais uma noite melancólica. Neste presente nada agradável vou seguindo...

Mais do mesmo

Olá a quem escreve, e futuramente vai ler...

Depois de um tanto tempo, está de volta!
Não faz ideia de como sua vida mudou... E se não fosse esse período das férias da universidade, talvez nem passaria pela cabeça a ideia de retornar à escrever. Sua vida é uma saudável correria...
Sim! Você está na faculdade! Não é uma pública como aquelas que tentou por uns dois anos, mas você sabe que nenhuma administração é perfeita (as greves falam por si só). Você faz o que gosta e trabalha onde queria tanto aprender. Ideia não tem mais acento. Você namorou por um bom tempo, de um tempo tão bom que você nem sentia vontade de escrever, como agora.
Desse namoro lhe restou este celular de presente, que te facilita para publicar textos por aqui.

E a partir de então, vai fazer o que muitos não recomendam: Jogar seus sentimentos, pensamentos e ideias no ventilador da rede.
Sairão textos sobre tudo. E nem todos estarão exatamente relacionados à você, ou a outras pessoas. Às vezes, serão só aquelas estórias criadas enquanto roi as unhas, toma banho ou faz ambas atividades...

Agora pare de enrolar que amanhã pretende acordar cedo.
Hahahahaha, mentira. Amanhã é feriado!
Boa noite.